{"id":8845,"date":"2026-07-08T15:53:47","date_gmt":"2026-07-08T18:53:47","guid":{"rendered":"https:\/\/museudoipiranga.org.br\/?p=8845"},"modified":"2026-07-08T15:53:47","modified_gmt":"2026-07-08T18:53:47","slug":"sobre-abelhas-e-memoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/museudoipiranga.org.br\/en\/sobre-abelhas-e-memoria\/","title":{"rendered":"About bees and memory"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para mim, o Museu do Ipiranga tem cheiro de mel.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 que desde muito novo, eu acompanhava o dia a dia do meu tio, L\u00facio Pegoraro, que, durante mais de 30 anos, foi o \u00fanico restaurador da institui\u00e7\u00e3o. Lembro dele debru\u00e7ado dias e dias sobre uma \u00fanica tela, trabalhando de forma meticulosa, aplicando cera de abelha para realizar o reentelamento \u2013 gesto delicado de aplicar um novo tecido no verso da pintura original.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pelas m\u00e3os dele, passaram pinturas de artistas como Benedito Calixto, Oscar Pereira da Silva e, claro, a obra-prima do Pedro Am\u00e9rico. Ele ficava em uma sala no interior do edif\u00edcio e eu, crian\u00e7a, observava o seu of\u00edcio com deslumbramento; o aroma de mel se espalhando pelos corredores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 faz 35 anos que meu tio n\u00e3o trabalha mais no pr\u00e9dio, mas, mesmo assim, o meu olfato ainda reconhece o aroma.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como se o tempo tivesse parado.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Talvez tenha sido esse cheiro, persistente, que me trouxe ao Museu, onde comecei a trabalhar por influ\u00eancia do L\u00facio e, gra\u00e7as a ele, me tornei o decano da casa, com quase 50 anos de dedica\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Antes, trabalhava no faturamento de uma empresa de autom\u00f3veis. Comecei aos 15 e, aos 18, estava totalmente esgotado. Me matava de trabalhar, recebia pouquinho, quase nada, e passei a sonhar com um ambiente mais tranquilo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sabia que era jovem e que, numa multinacional, tinha o futuro todo pela frente. Por outro lado, a ideia de trabalhar no Museu era tamb\u00e9m a de conviver n\u00e3o s\u00f3 com o meu tio, como com a minha tia, que era secret\u00e1ria da institui\u00e7\u00e3o e como uma segunda m\u00e3e para mim.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E havia ainda o contato di\u00e1rio com o acervo e com o pr\u00f3prio edif\u00edcio, com seus corredores largos, escadarias de pedra e salas altas, que sempre me chamaram a aten\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi assim que acabei seguindo o conselho da fam\u00edlia e me inscrevi no concurso. Naquele tempo, a concorr\u00eancia ainda n\u00e3o era t\u00e3o intensa como hoje, e consegui ser aprovado.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Lembro que o ambiente daquela \u00e9poca era muito mais calmo. O estresse e as brigas, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, se concentravam ao redor do fax \u2013 um territ\u00f3rio disputado quase a tapa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Era um per\u00edodo pr\u00e9-internet e eu fazia tudo sozinho. Sentava com os curadores para entender as exposi\u00e7\u00f5es, produzia e divulgava os releases, acompanhava as entrevistas com os jornalistas, as filmagens para a televis\u00e3o, e depois ainda organizava o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">clipping<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> com todas as not\u00edcias que tinham sa\u00eddo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Me virava nos trinta e dava certo. A n\u00e3o ser, \u00e9 claro, quando eu precisava de autoriza\u00e7\u00e3o para usar a \u00fanica linha de fax do Museu.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Imagine. Seria o equivalente a, hoje, um funcion\u00e1rio da comunica\u00e7\u00e3o ter de pedir permiss\u00e3o para acessar a internet. E era isso mesmo o que a assistente da dire\u00e7\u00e3o queria que eu fizesse: s\u00f3 teria acesso ao aparelho se o pr\u00f3prio diretor permitisse.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cPelo amor de Deus, libera o fax!\u201d. Era uma frase comum no meu cotidiano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 uma realidade que nem se compara com a que temos agora, com v\u00e1rios funcion\u00e1rios se dividindo para executar as tarefas e atender \u00e0s demandas dos jornalistas. E, apesar disso, consegui muita coisa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando organizamos o livro <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Cara de S\u00e3o Paulo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, em 2013, fizemos uma retrospectiva das principais not\u00edcias ao longo de 50 anos, considerando toda a hist\u00f3ria do Museu desde a sua incorpora\u00e7\u00e3o pela Universidade de S\u00e3o Paulo. N\u00e3o foi f\u00e1cil chegar a essa sele\u00e7\u00e3o, porque t\u00ednhamos mais de 1.800 reportagens, muitas delas de p\u00e1gina inteira e at\u00e9 capas de jornal.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi quase uma coroa\u00e7\u00e3o do meu trabalho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesse contexto, jamais esquecerei o per\u00edodo em que o Museu do Ipiranga fechou por conta de infiltra\u00e7\u00f5es e riscos de desabamento de forros. As interven\u00e7\u00f5es eram urgentes, e a gest\u00e3o, como era de se esperar, enfrentava dificuldades para conseguir os recursos necess\u00e1rios.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi quando tive a ideia de chamar o jornal <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">O Estado de S. Paulo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, pois tinha certeza de que uma reportagem de grande alcance chamaria a aten\u00e7\u00e3o dos patrocinadores e da pr\u00f3pria Universidade. Lembro que, no in\u00edcio, a Sheila Ornstein, que era a nossa diretora, ficou receosa, pediu para pensar, mas n\u00e3o deu outra.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim que fizemos a mat\u00e9ria, tive a sensa\u00e7\u00e3o de ter lan\u00e7ado uma garrafa ao mar \u2013 e de v\u00ea-la, enfim, ser encontrada. Em pouco tempo, a USP se prontificou a nos atender e formou um grupo de trabalho para enfrentar a situa\u00e7\u00e3o do Museu.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00f3 de lembrar a felicidade que foi, ainda me emociono, pois n\u00e3o eram raras as cr\u00edticas de que eu n\u00e3o sabia o que estava fazendo e que meu trabalho era \u201ccaseirinho\u201d. S\u00f3 que era justamente esse car\u00e1ter caseiro \u2013 mas bem feito, com cuidado e amor \u2013 que permitia que as coisas avan\u00e7assem e se resolvessem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Minha forma\u00e7\u00e3o \u00e9 em Letras, n\u00e3o em jornalismo, mas acho que realizei um trabalho \u00e0 altura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O mesmo sinto em rela\u00e7\u00e3o ao meu tio, que deixou uma contribui\u00e7\u00e3o brilhante para a institui\u00e7\u00e3o e, ainda assim, por vezes \u00e9 questionado.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na \u00e9poca dele, a cera de abelha era comum para refor\u00e7ar telas fr\u00e1geis, fixar camadas de tinta e reentelar obras inteiras. Com o tempo, por\u00e9m, a t\u00e9cnica caiu em desuso, sobretudo pela sensibilidade do material ao calor e pela dificuldade de remov\u00ea-lo sem causar danos ao original.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje, claro, a tecnologia avan\u00e7ou muito, e existem resinas sint\u00e9ticas que s\u00e3o mais est\u00e1veis e mais f\u00e1ceis de remover quando necess\u00e1rio. Mas isso n\u00e3o diminui a dedica\u00e7\u00e3o do meu tio, que deu a vida por essas obras. As telas com as quais ele trabalhou, inclusive, permanecem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00f3 com <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Independence or Death<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, por exemplo, ele passou mais de seis meses. E sempre que olho para essa tela, majestosa, penso em como a \u201ctemida\u201d cera de abelha a preservou at\u00e9 hoje. E gra\u00e7as ao empenho do meu tio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00f3s dois vivemos outra fase do Museu. Estou nele desde 1979, e cheguei em uma \u00e9poca que a institui\u00e7\u00e3o ainda era enciclop\u00e9dica, com pe\u00e7as de arqueologia e etnologia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando entrei, tive a oportunidade de acompanhar de perto o trabalho da Luciana Pallestrini, que foi uma das maiores expoentes da arqueologia, ao lado da Ni\u00e8de Guidon. Enquanto a Ni\u00e8de se dedicou \u00e0s pinturas rupestres no Piau\u00ed, a Luciana criou o Projeto Paranapanema e realizou in\u00fameras pesquisas no estado de S\u00e3o Paulo, onde foram identificados diversos s\u00edtios arqueol\u00f3gicos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Novinho que eu era, assumi a fun\u00e7\u00e3o de secret\u00e1rio, atendendo telefonemas e auxiliando na cataloga\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as. Pouco a pouco, por\u00e9m, fui me tornando uma esp\u00e9cie de aprendiz e passei a acompanhar a equipe em algumas expedi\u00e7\u00f5es. Estive no Lago do Ypacara\u00ed, em Assun\u00e7\u00e3o, no Paraguai, e tamb\u00e9m no interior de S\u00e3o Paulo, onde acompanhei as primeiras escava\u00e7\u00f5es \u00e0 coleta de objetos. Era um trabalho bra\u00e7al, mas compensador, sobretudo quando surgiam as primeiras evid\u00eancias arqueol\u00f3gicas: fragmentos de cer\u00e2mica, cr\u00e2nios e at\u00e9 esqueletos humanos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com a Luciana, conheci muitos mundos. E digo isso n\u00e3o apenas pelas viagens que pude realizar, mas tamb\u00e9m pelos pesquisadores que ela me indicou, j\u00e1 que, al\u00e9m das minhas atribui\u00e7\u00f5es no Museu, eu fazia bicos como datil\u00f3grafo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E n\u00e3o se tratava de qualquer material: eram disserta\u00e7\u00f5es de mestrado e teses de doutorado.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim, aprendia continuamente. Foi como descobri mais sobre as pinturas e gravuras rupestres, os objetos l\u00edticos e os sambaquis, que s\u00e3o s\u00edtios arqueol\u00f3gicos pr\u00e9-coloniais, formados pelo ac\u00famulo de conchas e restos de peixes. Cheguei a datilografar at\u00e9 mesmo uma tese em tupi-guarani.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se hoje, com os computadores, \u00e9 poss\u00edvel corrigir erros e inserir novos dados com facilidade, naquele tempo, um \u00fanico erro podia comprometer tudo. Era preciso recome\u00e7ar do zero, teclando cada palavra de uma p\u00e1gina inteira outra vez.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Me fascinava pensar sobre a cultura do homem pr\u00e9-hist\u00f3rico e, por um momento, cogitei cursar Antropologia, mas depois, quando esse acervo foi transferido para o Museu de Arqueologia e Etnologia da USP e o Museu do Ipiranga se voltou para a Hist\u00f3ria da Cultura Material, percebi que a minha decis\u00e3o de cursar Letras estava certa. Foi como consegui contribuir com a assessoria.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Isso aconteceu naturalmente, porque era uma \u00e1rea que eu j\u00e1 gostava. Sempre fui muito t\u00edmido, mas, quando precisava conversar com algum jornalista, essa timidez simplesmente desaparecia e talvez essa postura tenha ajudado a consolidar a rela\u00e7\u00e3o do Museu com a imprensa.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim, quando o pr\u00e9dio fechou e a Funda\u00e7\u00e3o de Apoio ao Museu Paulista foi criada, assumindo a assessoria de imprensa, o v\u00ednculo que a Institui\u00e7\u00e3o tinha com todos os ve\u00edculos e jornalistas j\u00e1 era s\u00f3lido.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi ent\u00e3o que, mais uma vez, acabei assumindo sozinho uma tarefa que ningu\u00e9m queria.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os mais novos dizem que \u00e9 um trabalho chato, mas sei que se trata de algo essencial. Cuido dos conv\u00eanios, da \u00e1rea de empr\u00e9stimos de obras e do gerenciamento de imagens. \u00c9 uma papelada extensa, feita de relat\u00f3rios, seguros, autoriza\u00e7\u00f5es. Se falta um \u00fanico documento, nada se concretiza.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Agora, entre 2026 e 2027, teremos ainda que renovar todas as licen\u00e7as de imagens utilizadas nas exposi\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que a autoriza\u00e7\u00e3o de uso \u00e9 v\u00e1lida por cinco anos. N\u00e3o \u00e9 pouca coisa: s\u00e3o mais de 600 imagens, de cerca de 140 institui\u00e7\u00f5es, e que est\u00e3o distribu\u00eddas entre v\u00eddeos, pain\u00e9is e materiais de divulga\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por isso, a maioria das pessoas n\u00e3o gosta dessa fun\u00e7\u00e3o, mas eu, ao contr\u00e1rio, adoro.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c0s vezes, \u00e9 claro, bate aquele cansa\u00e7o, o que \u00e9 natural. Tamb\u00e9m enfrentei um tumor recentemente e precisei me cuidar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje estou bem, forte, e gosto de dizer que sou um velhinho com pique de jovem.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O tempo passa depressa, mas sigo com o mesmo f\u00f4lego de antes.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tenho 67 anos e posso permanecer no Museu at\u00e9 os 75. N\u00e3o sei exatamente at\u00e9 quando ficarei, mas tenho ainda alguns anos pela frente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O que sei \u00e9 que uma parte de mim permanecer\u00e1 ali mesmo depois da minha aposentadoria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00e3o as hist\u00f3rias que ajudei a colocar nos jornais, as exposi\u00e7\u00f5es que repercutiram pelo mundo e o cheiro da cera de abelha que, at\u00e9 hoje, parece impregnado nas paredes.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 coisas que o tempo n\u00e3o leva \u2013 e que ningu\u00e9m nos tira.<\/span><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para mim, o Museu do Ipiranga tem cheiro de mel. \u00c9 que desde muito novo, eu acompanhava o dia a dia do meu tio, L\u00facio Pegoraro, que, durante mais de 30 anos, foi o \u00fanico restaurador da institui\u00e7\u00e3o. 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