{"id":8923,"date":"2026-07-14T17:51:40","date_gmt":"2026-07-14T20:51:40","guid":{"rendered":"https:\/\/museudoipiranga.org.br\/?p=8923"},"modified":"2026-07-14T17:51:40","modified_gmt":"2026-07-14T20:51:40","slug":"mao-na-massa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/museudoipiranga.org.br\/en\/mao-na-massa\/","title":{"rendered":"M\u00e3o na massa"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dizem que existem dois tipos de conservador.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um circula. Ministra cursos e oficinas, integra redes de pesquisa, participa de simp\u00f3sios e publica trabalhos cient\u00edficos. \u00c9 reconhecido, sobretudo, pela capacidade de traduzir a pr\u00e1tica em discurso, e de converter o fazer t\u00e9cnico em linguagem compartilh\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O outro permanece no museu. Est\u00e1 na bancada, no laborat\u00f3rio, no contato direto com o objeto. Assume um trabalho silencioso, invis\u00edvel, quase sem nome, mas sempre manual.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 como sou.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sempre fui, na verdade. Desde crian\u00e7a, meu impulso era o mesmo: abrir, desmontar, ver como as coisas eram por dentro. Brinquedos, r\u00e1dios antigos, controles remotos, qualquer objeto que coubesse entre os dedos e pudesse ser desfeito \u2013 e depois refeito.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Havia um fasc\u00ednio que nunca foi embora: esse interesse pelo contato direto com a mat\u00e9ria, por colocar a m\u00e3o na massa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No Museu, n\u00e3o foi diferente. Sou de Porto Feliz, uma cidade que fica a 20 quil\u00f4metros de Itu. Por essa proximidade, o Museu Republicano sempre fez parte do meu horizonte. Eu conhecia a origem como resid\u00eancia da fam\u00edlia Almeida Prado; a inaugura\u00e7\u00e3o como um memorial da Rep\u00fablica; e os acervos ligados a presidentes como Prudente de Moraes e Washington Lu\u00eds.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mesmo assim, n\u00e3o foi a hist\u00f3ria oficial que me levou at\u00e9 l\u00e1.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foram as obras de restauro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O edif\u00edcio havia sido tombado pelo IPHAN e, em 1980, passou por uma s\u00e9rie de interven\u00e7\u00f5es para desfazer adapta\u00e7\u00f5es feitas ao longo do s\u00e9culo 20 e recuperar sua configura\u00e7\u00e3o original, do s\u00e9culo 19.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Estavam reconstituindo alcovas, pisos, paredes e forros. Dentro disso tudo, a minha contribui\u00e7\u00e3o era bem simples: carregar livros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um amigo me chamou para o trabalho e n\u00e3o pensei duas vezes. Parecia f\u00e1cil ser remunerado s\u00f3 para ajudar a transferir o acervo do Prudente de Moraes \u2013 por causa da reforma, as publica\u00e7\u00f5es precisaram mudar temporariamente de local.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Naquele per\u00edodo, a cidade parecia atravessada por obras. N\u00e3o sei explicar porqu\u00ea, mas outros pontos tamb\u00e9m estavam passando por restauro. Como tudo era perto, cruzava o caminho dos restauradores com frequ\u00eancia. Eles me chamavam para ver o que faziam. E eu ia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Passei tardes inteiras acompanhando a restaura\u00e7\u00e3o das pinturas do teto da Igreja de Nossa Senhora do Carmo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Aquilo me impressionava. Mas o que ficou, de verdade, n\u00e3o foi nada grandioso. E, sim, o que cabia nas m\u00e3os:\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os pap\u00e9is de jornais, livros e mapas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Gostava muito de ler. E meu pai aparecia sempre com publica\u00e7\u00f5es embaixo do bra\u00e7o. Semana ap\u00f3s semana, trazia fasc\u00edculos da editora Abril que ainda me lembro: eram cadernos ilustrados de ci\u00eancia, que iam da velocidade das rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas \u00e0s leis do movimento, da press\u00e3o atmosf\u00e9rica ao funcionamento das coisas mais comuns.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eu lia tudo. Sem hierarquia. Sem escolha.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Era muito novo, tinha s\u00f3 16 quando comecei no Museu Republicano, ainda como estagi\u00e1rio, depois da experi\u00eancia carregando a biblioteca do Prudente de Moraes. Com 18, fui efetivado e passei a visitar com frequ\u00eancia o Museu do Ipiranga por conta do laborat\u00f3rio de papel que havia l\u00e1. Era para onde levava os mapas e livros de Itu que precisavam ser restaurados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi ali que me encontrei. Tanto que, dois anos depois, quando abriu uma vaga permanente, consegui ser transferido para l\u00e1.\u00a0 N\u00e3o sei, mas gostava muito de trabalhar com o papel e minha afinidade era tanta que ir e voltar para outra cidade todos os dias nem me parecia cansativo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fui aprendendo no contato direto com o material.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com a higieniza\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica, feita a seco, retirava o que se acumulava sobre o papel; na limpeza aquosa, deixava a \u00e1gua entrar de forma controlada, para soltar a sujeira sem comprometer a estrutura; e, nos enxertos, recompunha o que faltava com outro papel ajustado com cuidado, at\u00e9 desaparecer a pr\u00f3pria interven\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eram procedimentos de aten\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, assimilados no gesto e na repeti\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No come\u00e7o, gostava de abrir jornais antigos e encontrar not\u00edcias de outra \u00e9poca ainda intacta na superf\u00edcie do tempo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nas caricaturas, Prudente de Moraes surgia em descompasso, sentado em cadeiras bambas, como se buscasse o equil\u00edbrio entre as tens\u00f5es que atravessavam seu governo. J\u00e1 nos jornais, diante da \u201camea\u00e7a\u201d da Guerra de Canudos, o nome de Prudente era garantia de que o pa\u00eds se mantinha de p\u00e9.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com o tempo, por\u00e9m, ficava claro que n\u00e3o podia sustentar esse ritmo, pois, se lia tudo, o trabalho parava.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E nisso ia expandindo o meu interesse por outras \u00e1reas. Fiz curso de marcenaria, aprendi t\u00e9cnicas de solda e outros tantos trabalhos manuais. E o aprendizado entrava no Museu de forma natural: com ajustes em vitrines, interven\u00e7\u00f5es nos suportes de exposi\u00e7\u00e3o, montagens e desmontagens.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por volta de 2004 ou 2005, houve uma exposi\u00e7\u00e3o com uma s\u00e9rie de brinquedos em que fui chamado \u00e0s pressas para ajudar na montagem. Estava tudo atrasado, havia uma instala\u00e7\u00e3o com placas de EVA no ch\u00e3o e ningu\u00e9m estava conseguindo cortar as pe\u00e7as no \u00e2ngulo certo. Ent\u00e3o fui, e rapidinho, resolvi o corte.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 com a restaura\u00e7\u00e3o de telas, nunca avancei muito. Cheguei a fazer coisas simples, como fixar uma obra no chassi, ou at\u00e9 produzir o pr\u00f3prio suporte. Mas o retoque, nunca me atrevi. Na tela, sempre existe alguma camada pict\u00f3rica que precisa ser recomposta, e \u00e9 um ajuste que exige dom\u00ednio da cor e n\u00e3o me sinto nem um pouco \u00e0 vontade para fazer esse tipo de interven\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Enfim, o trabalho com papel sempre foi o que mais me interessou \u2013 era onde eu me reconhecia. Em 2006, por\u00e9m, precisei voltar para Itu. Durante muitos anos, fiz o trajeto entre S\u00e3o Paulo e Porto Feliz todos os dias, mas, com o nascimento da minha filha, a rotina se tornou invi\u00e1vel e n\u00e3o tive outra op\u00e7\u00e3o sen\u00e3o pedir transfer\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Continuo como um dos funcion\u00e1rios mais antigos. Tanto no Museu Republicano como no Museu do Ipiranga, h\u00e1 apenas dois \u00e0 minha frente: um com 50 anos de casa, outro com 47, enquanto eu tenho 43.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando comecei, no entanto, o trabalho tinha outro nome e outro ritmo. N\u00e3o se falava tanto em conserva\u00e7\u00e3o, mas em restauro. Era mais direto, mais artesanal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 hoje, a gente conserva para n\u00e3o restaurar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tudo o que se faz \u00e9 peri\u00f3dico, e isso pode dar a impress\u00e3o de que o trabalho \u00e9 mon\u00f3tono. Os anos v\u00e3o passando e, de certo modo, tudo parece igual, mas n\u00e3o \u00e9. Ao mesmo tempo que n\u00e3o consigo olhar para minha trajet\u00f3ria e marcar diferen\u00e7as, todos os dias h\u00e1 algo a ser feito. O que permanece e o que sustenta o trabalho, \u00e9 o contato di\u00e1rio com o acervo. \u00c9 isso que se repete e\u00a0 nunca se esgota. E \u00e9 nisso que ele se torna, de fato, interessante.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A higieniza\u00e7\u00e3o constante do acervo \u00e9 fundamental. Sem ela, o tempo se acumula de forma vis\u00edvel.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No fim dos anos 1980 e in\u00edcio dos 90, as bibliotecas tinham muitos problemas com brocas e insetos, o que s\u00f3 acabou com uma rotina cont\u00ednua de limpeza e um trabalho que recome\u00e7ava todos os dias, livro ap\u00f3s livro, do primeiro ao \u00faltimo, do \u00faltimo ao primeiro. <\/span><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-8927 size-full\" src=\"https:\/\/museudoipiranga.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Marcos-arquivo-pessoal-1.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/museudoipiranga.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Marcos-arquivo-pessoal-1.png 800w, https:\/\/museudoipiranga.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Marcos-arquivo-pessoal-1-300x225.png 300w, https:\/\/museudoipiranga.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Marcos-arquivo-pessoal-1-150x113.png 150w, https:\/\/museudoipiranga.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Marcos-arquivo-pessoal-1-768x576.png 768w, https:\/\/museudoipiranga.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Marcos-arquivo-pessoal-1-16x12.png 16w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-8928 size-full\" src=\"https:\/\/museudoipiranga.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Marcos-arquivo-pessoal-2.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/museudoipiranga.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Marcos-arquivo-pessoal-2.png 800w, https:\/\/museudoipiranga.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Marcos-arquivo-pessoal-2-300x225.png 300w, https:\/\/museudoipiranga.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Marcos-arquivo-pessoal-2-150x113.png 150w, https:\/\/museudoipiranga.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Marcos-arquivo-pessoal-2-768x576.png 768w, https:\/\/museudoipiranga.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Marcos-arquivo-pessoal-2-16x12.png 16w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-8929 size-full\" src=\"https:\/\/museudoipiranga.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Marcos-arquivo-pessoal-3.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/museudoipiranga.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Marcos-arquivo-pessoal-3.png 800w, https:\/\/museudoipiranga.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Marcos-arquivo-pessoal-3-300x225.png 300w, https:\/\/museudoipiranga.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Marcos-arquivo-pessoal-3-150x113.png 150w, https:\/\/museudoipiranga.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Marcos-arquivo-pessoal-3-768x576.png 768w, https:\/\/museudoipiranga.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Marcos-arquivo-pessoal-3-16x12.png 16w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com esse padr\u00e3o, at\u00e9 mesmo os fungos est\u00e3o a ponto de desaparecer.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas a rotina n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o repetitiva assim. \u00c0s vezes surge a necessidade de um m\u00f3vel aqui, um suporte para um filtro de \u00e1gua ali \u2013 e a gente mesmo fabrica tudo, desde pe\u00e7as para exposi\u00e7\u00e3o at\u00e9 m\u00f3veis de escrit\u00f3rio, arm\u00e1rios de cozinha, o que for preciso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o tinha experi\u00eancia com madeira e precisei aprender aos poucos. \u00c9 um material muito diferente do papel \u2013 mais duro, mais exigente. E se no Museu do Ipiranga eu s\u00f3 chegava para a equipe de marcenaria e dizia o que precisava, no Museu Republicano de Itu eu me\u00e7o, corto, lixo e fa\u00e7o todo o processo, o que muda completamente o olhar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E \u00e9 a\u00ed que aparece um outro tipo de orgulho. Quando voc\u00ea entra numa exposi\u00e7\u00e3o montada e reconhece o que passou pelas suas m\u00e3os, n\u00e3o d\u00e1 nem para descrever.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na exposi\u00e7\u00e3o \u201cA Rep\u00fablica em cena\u201d, produzimos molduras e suportes, ajudamos na fixa\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as e resolvemos um monte de detalhes de \u00faltima hora, incluindo at\u00e9 mesmo impress\u00f5es que vieram com erros e precisaram ser adaptadas ali mesmo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A montagem \u00e9 o momento em que o tempo se perde e ficamos oito horas seguidas em p\u00e9 sem nem notar quando \u00e9 dia e quando \u00e9 noite. Mas, quando tudo se organiza no espa\u00e7o, vem essa sensa\u00e7\u00e3o muito \u00fanica de ver o conjunto pronto, sabendo que ele foi trabalhado por voc\u00ea.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ainda sinto falta do trabalho com papel. H\u00e1 algo de muito particular em estar dentro de um laborat\u00f3rio, aplicando as t\u00e9cnicas que voc\u00ea conhece, acompanhando cada fase de perto.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As etapas t\u00eam algo de envolvente: \u00e9 um processo que exige aten\u00e7\u00e3o e se constr\u00f3i aos poucos, no ritmo do pr\u00f3prio material.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar de que, hoje, o trabalho mudou de suporte, mas n\u00e3o de l\u00f3gica. Continuo lidando com estruturas, ajustes, com aquilo que precisa ser feito para que algo permane\u00e7a e possa ser visto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O papel ficou para tr\u00e1s como pr\u00e1tica di\u00e1ria, mas n\u00e3o como refer\u00eancia. \u00c9 nele que tudo come\u00e7ou \u2013 e \u00e9 a partir dele que ainda entendo o que fa\u00e7o.<\/span><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dizem que existem dois tipos de conservador.\u00a0 Um circula. 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