No dia 26 de setembro, a partir das 14h, o Museu do Ipiranga realiza uma oficina para refletir sobre estratégias críticas e antirracistas adotadas em suas práticas educativas. A proposta é discutir como mediar obras e narrativas atravessadas por heranças coloniais sem reproduzir estereótipos, ausências e apagamentos.
A atividade acontece no terceiro dia do seminário Mediação e educação em diálogo: a construção do negro como sujeito. A ação é fruto da parceria da instituição com o Instituto Tomie Ohtake e o Museu Afro Brasil.
A oficina no Museu do Ipiranga parte de questões que atravessam a representação da população negra em museus e instituições culturais. Historicamente, essas representações foram marcadas por estereótipos que associam pessoas negras à hipersexualização e à negação de seus conhecimentos, culturas e autonomia.
Nas últimas décadas, o avanço dos debates sobre raça e racismo, impulsionado sobretudo pelos movimentos negros, contribuiu para mudanças importantes nesse cenário, entre elas a Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira.
Esse movimento também ampliou a presença e a revisão de trajetórias de personagens negros fundamentais para a história do país. Entre eles estão André Rebouças, na engenharia; Joaquim Pinto de Oliveira, o Tebas, na arquitetura; e artistas como Mestre Valentim, Maria Auxiliadora, Yêdamaria e Maria dos Santos Reinbolt. As novas leituras contribuem para reconhecer a participação negra como parte constitutiva da própria história do Brasil.
Durante a oficina, os participantes irão percorrer algumas exposições de longa duração do Museu do Ipiranga. O percurso será organizado a partir de três eixos: contrapontos, na exposição Passados imaginados; ausências e apagamentos, em Uma História do Brasil; e presenças, em Para Entender o Museu, Mundos do Trabalho e Coletar: imagens e objetos.
Ao final da atividade, os educadores conduzirão uma roda de conversa no Ateliê 1 a partir da obra Mãos sujas, de Paulo du Sanctus, recentemente incorporada ao acervo do Museu.
Data: 26/9 (sábado)
Horário: 14h às 17h
Vagas: 25 pessoas
Inscrições: de 9 a 18/9
Um sorteio será realizado caso o número de inscritos ultrapasse a quantidade de vagas.

