Exposições

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Antigo diretor do Museu, Affonso Taunay, em foto da década de 1930.

Para entender o Museu

Nesta exposição, abordam-se dois temas principais: a construção do Edifício- Monumento e as transformações do acervo no decorrer de sua história.
Quando foi criado, o Museu tinha coleções variadas de botânica, zoologia, etnologia, mineralogia. Ao longo dos anos, esses acervos foram sendo transferidos para outras instituições. Parte da coleção de arte também foi cedida para a Pinacoteca do Estado de São Paulo. O objetivo dessas transformações era fazer do Ipiranga um museu especializado em história. Além de todas essas mudanças, você poderá conhecer ainda a maquete que mostra como o edifício foi originalmente concebido. E, por meio de uma experiência imersiva, vai descobrir ainda o que é cultura material e como os pesquisadores estudam as sociedades por meio de objetos e imagens.


Antigo diretor do Museu, Afonso d'Escragnolle Taunay, em um escritório. Ele está sentado atrás de uma grande escrivaninha.

Escultura Fernão Dias Paes Leme, o Governador das Esmeraldas. Luigi Brizzolara, 1922.

Uma História do Brasil

Para visitar esta exposição é necessário percorrer três espaços diferentes do Museu: Saguão, Escadaria e Salão Nobre. Esses ambientes foram decorados com esculturas e pinturas que apresentam uma versão da formação do Brasil. As obras representam bandeirantes e personagens do início da colonização portuguesa, além de personagens e eventos ligados à Independência. Também estão expostos os vasos com águas dos rios do Brasil e a pintura “Independência ou morte!”, de Pedro Américo.
Essa área do Museu é tombada por órgãos de preservação do patrimônio, o que significa que deve manter suas características originais. Por esse motivo, a sala permanece com a mesma apresentação da época na qual as últimas pinturas foram instaladas, na década de 1960. Mas isso não impede que seja discutida e interpretada a partir de novos olhares, que são apresentados nesta exposição.


Imensa escultura em pedra de Fernão Dias Paes Leme, um homem com chapéu, blusa de mangas longas e uma capa.

Maquete da cidade de São Paulo em 1841. Henrique Bakkenist, 1922.

Passados imaginados

Nesta exposição, é possível conhecer pinturas que representam cenas e personagens do passado brasileiro. São imagens bastante conhecidas e é provável que você já tenha visto alguma delas em livros escolares ou outros objetos do dia a dia. Muito discutidas atualmente, essas representações foram feitas a partir de visões elitistas, que desvalorizavam a presença dos indígenas e negros no passado brasileiro.
Aqui você também encontrará uma maquete e pinturas que representam a cidade de São Paulo há cerca de 150 anos.


Maquete da cidade de São Paulo em 1841, com dezenas de pequenas casas e, ao centro, uma praça com uma igreja.

Terra Brasilis. Lopo Homem, Pedro Reinel e Jorge Reinel, 1519.

Territórios em disputa

Esta exposição trata da formação do território brasileiro e dos conflitos entre portugueses, indígenas, espanhóis, franceses e holandeses, durante o processo de colonização.
Aqui você encontra mapas, instrumentos utilizados para navegação e objetos de pedra que foram utilizados nesse processo de ocupação e divisão territorial.
Esses objetos e imagens deixam claras a invasão de territórios, a destruição de aldeias, as mortes e a escravização de populações indígenas.
Diversos vídeos ilustram a exposição, trazendo diferentes pontos de vista sobre a colonização.


Mapa antigo do Brasil, com desenhos de árvores, animais como pássaros de diversas cores e macacos. Há também o oceano.

Tela Moagem de cana, Fazenda Cachoeira, Campinas, 1830. Benedito Calixto, 1920.

Mundos do trabalho

Apresenta a atuação de trabalhadores em diferentes atividades e períodos da história do Brasil. Aqui, você encontrará imagens de registro do trabalho, instrumentos utilizados em construções públicas, como rodovias e ferrovias. Também são expostas ferramentas e outros objetos ligados ao trabalho no campo.
A exposição busca mostrar que todo trabalho envolve planejamento, técnica e criação, empregando esforços físicos e intelectuais.


Uma grande máquina de moer cana de açúcar, com homens negros trabalhando. Bois presos a máquina fazem ela girar.

Escultura em porcelana, de origem alemã, 1774-1813.

Casas e coisas

Essa exposição trata do espaço doméstico como lugar de formação do nosso modo de ser.
Apresenta objetos de trabalho e decoração de diferentes residências paulistas nos últimos 150 anos, como louças, utensílios de cozinha e objetos de escritório. A partir deles, somos convidados a refletir sobre seus usos, ornamentos e materiais.
Ao observar como os objetos se relacionam entre si e com as pessoas que os utilizam, podemos entender como ajudaram na construção de identidades individuais e sociais baseadas em diferenças de gênero.


Pequena escultura em porcelana representando um homem e uma mulher. O homem está em cima de uma árvore colhendo frutos.

Moeda brasileira de 320 réis, datada de 1825.

Catalogar: Moedas e Medalhas

Apresenta a segunda etapa do ciclo curatorial: Catalogar. Você vai descobrir como os objetos são descritos e documentados a partir da tradicional coleção de moedas e medalhas, que tem formas muito estabelecidas de identificação e descrição de seus materiais e suas simbologias.


Moeda em formato arredondado na cor prata. Ao centro se lê "320". Há desenhos que remetem a flores, nos cantos da moeda.

Imagem do Parque da Independência. Fotógrafo Ivo Justino, 1970.

A Cidade vista de cima

Nesta exposição você encontrará fotografias aéreas do bairro do Ipiranga, que apresentam a região do entorno do Museu em diferentes momentos de sua história.
Essas imagens foram capturadas a partir de diferentes pontos, como o alto do Edifício-Monumento, aviões e drones.
Você também poderá visitar o mirante, um espaço destinado à observação dessa paisagem nos dias atuais.


Foto aérea da região na qual está o Museu do Ipiranga, com o Edifício-Monumento e o jardim em estilo francês.

Soldadinhos de plástico do século 20.

Conservar: Brinquedos

Mostra como se dá o trabalho de conservar uma coleção. São centenas de objetos de brincar de casinha ao lado de carrinhos, espaçonaves e foguetes. Aqui é possível mostrar o trabalho de conservação desde a avaliação na entrada do item na coleção, as atividades de higienização e restauração, os modos de embalar e a guarda nas reservas técnicas.


Caixa contendo 12 soldadinhos de chumbo. Há exemplares apontando armas ou em diversas posições de ataque.

Aparelho de jantar em porcelana de origem francesa, 1880-1900.

Comunicar: Louças

A última etapa do ciclo curatorial é a comunicação. A partir das nossas coleções de louça, será possível mostrar como se produz uma exposição, um processo bem diferente da prática de simplesmente expor os objetos. A exposição está relacionada à seleção, criação e interpretação, ou seja, um processo de conhecimento que está longe de ser neutro ou de atestar uma verdade.


Conjunto de louças, com grande prato em formato oval sobre o qual há 6 pequenos potes com tampas.

Fotografia da Estação da Luz. Fotógrafo Guilherme Gaensly, 1904.

Coletar: imagens e objetos

Há quatro mostras dedicadas a apresentar o trabalho dos profissionais de diferentes áreas de atuação no Museu. Essas ações são chamadas de ciclo curatorial. Nesta exposição explora-se a primeira etapa do ciclo: Coletar. Amostras de nossas coleções são utilizadas para explicar as mudanças nas políticas de coleta de documentos, que levaram tanto a uma ampliação da cadeia de segmentos sociais representados quanto a uma variedade de materiais e técnicas.