Eventos

As possibilidades de trabalho das travestis na cidade de São Paulo – Dos anos 80 à atualidade

 

Data: 22/6/2024, das 14h às 16h 

Local: Sala de aula 1 do Museu do Ipiranga

Inscrições gratuitas até 16/6, neste link  

Vagas: 40

Público: Estudantes e acadêmicos de áreas como sociologia, estudos de gênero, antropologia e história; comunidade LGBTQIAPN+; profissionais que trabalham com saúde mental, assistência social e outras áreas que lidam com questões relacionadas à população LGBTQIA+; profissionais de comunicação e demais interessados em entender as oportunidades e desafios enfrentados pela comunidade travesti no mercado de trabalho.

Recursos de acessibilidade: intérprete(s) de libras em casa de necessidade. 

E-mail para contato e dúvidas: acadmp@usp.br

 

 

Em celebração ao mês do Orgulho LGBTQIAPN+, a palestra apresentará um olhar profundo sobre os desafios enfrentados pelas travestis na sua inserção no mercado de trabalho formal, destacando o preconceito e a violência dispensados a elas em diversos ambientes laborais. Alguns dos temas a serem abordados serão a assimilação por estratos médios da sociedade, mediada pela imprensa, do trabalho das travestis atrizes atuantes em performances nos clubes e teatros; o trabalho informal desenvolvido nos estabelecimentos de beleza e na indústria do prazer noturno paulistano; as particularidades enfrentadas em relação à “questão da mulher” e a reverberação do tema nos veículos da imprensa alternativa durante a ditadura militar. 

Também serão discutidas estratégias de resistência e integração adotadas ao longo das últimas décadas, desde o surgimento da AIDS, da abertura política, da elaboração da Constituinte Cidadã e da Parada do Orgulho Gay. Esses marcos históricos impulsionaram um processo de afirmação e (re)conhecimento das diversas identidades sexuais representadas pelas siglas do movimento LGBTQIAPN+, sendo fundamentais para a regulamentação do grupo social das travestis e sua inclusão progressiva no sistema universitário, na sociedade e no mercado de trabalho.  

 

Coordenação:

Prof.a Dr.a Ana Paula Nascimento 

Docente do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (MP USP) 

 

Convidado Especial:

Henrique Siqueira

Graduado em Sociologia (ESPSP) e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUCSP). Direcionou a sua carreira profissional à área de museus, onde desenvolve pesquisa e curadoria. Nos últimos anos incluiu a cidade de São Paulo no seu campo de pesquisa, investigando aspectos urbanísticos, sociais e culturais, coletando documentação sobre os espaços de sociabilidade e de paquera na região central entre as décadas de 1950 e 1990. Seus projetos foram reconhecidos com os prêmios APCA (2015) e Jabuti (2014 e 2021).

 


MÚSICA NO MUSEU DO IPIRANGA

Evento realizado

 

Apresentação da Brasil Jazz Sinfônica

Data: 25/5, 16h
Ingressos para o público geral esgotados, devido a altíssima procura.
Ingressos de pessoas com deficiência e pessoas obesas ainda estão disponíveis e devem ser reservados pelo email eventosmp@usp.br
Local: Auditório do Museu do Ipiranga
Evento Acessível em Libras
Audiodescrição mediante disponibilidade
Duração de aproximadamente 75 min.
Classificação Livre


Valores dos ingressos: 

R$ 10 (inteira)
R$ 5 (meia-entrada):

• Professores, coordenadores, diretores, supervisores e profissionais da rede pública de ensino de todo país

• Estudantes (ensino público e privado)

• Idosos com mais de 60 anos

• Pessoas com deficiência – PcD e seu acompanhante. É necessário laudo médico comprovando a deficiência

• Jovens de 15 a 29 anos, de baixa renda, cadastrados no programa ID Jovem

• Crianças de 3 até 6 anos.

 

Gratuidade: crianças de colo, com até 2 anos de idade, por não ocuparem assentos individuais. 

 

 

MÚSICA NO MUSEU DO IPIRANGA

No dia 25/5, sábado, 16h, o Museu do Ipiranga recebe a Brasil Jazz Sinfônica para o evento “Música no Museu”. No repertório, composições de Pixinguinha, Tom Jobim, Ernesto Nazareth e outros. O evento “Música no Museu” é resultado da parceria entre a Fundação Padre Anchieta, gestora da Brasil Jazz Sinfônica, e o Museu do Ipiranga. A apresentação contará com interpretação em libras e recursos de audiodescrição.

 

Formação

4 violinos (primeiros), 3 violinos (segundos), 2 violas, 2 cellos, 1 baixo, 1 piano, 1 bateria, 1 baixo

 

Programação

Carinhoso

Pixinguinha • Arranjo de Cyro Pereira

 

O destino da Rosa

Pixinguinha • Arranjo de J. M. Galindo

 

Concerto de Bateria

Pixinguinha • Arranjo de Fábio Prado

 

Luiza

Tom Jobim • Arranjo de Cyro Pereira

 

Caiu do Céu

Guinga • Arranjo de Gilson Peranzzetta

 

Odeon

Ernesto Nazareth • Arranjo de Nelson Ayres

 

Nice Work If You Can Get It

George Gershwin

 

Por una Cabeza

Alfredo Lepera • Arranjo de Cinthia Zanco

 

Libertango

Astor Piazolla • Arranjo de Bel Rebello

 

 

Foto: Nadja Kouchi


CONSERVAÇÃO PREVENTIVA DE ACERVOS

 

Módulo 1: O Impacto do edifício e seu entorno. 3ª edição

Curso de Extensão. Modalidade: Atualização

 

Ministrantes:
Profa. Rosaria Ono (Museu Paulista e FAU/USP)
Profa. Sheila Walbe Ornstein (FAU/USP)
Prof. Alberto Hernandez Neto (EPUSP)
Arquiteta Juliana Saft (IFSP)
Especialista Ina Hergert (Museu Paulista)


Curso on-line e presencial

Data: Nas quintas e sextas feiras, entre 29/4 e 5/7, das 8h30 às 12h. Carga horária: 36 horas.
Inscrições: até 24/4, neste link
Vagas: 25
Público Alvo: Profissionais e pesquisadores que trabalham ou fazem pesquisas relacionadas a acervos culturais.
Requisitos:
1. ter concluído a graduação; 2. ter disponibilidade para participar das aulas, dos atendimentos e das atividades programadas; 3. trabalhar ou realizar pesquisas com acervos ou áreas afins há pelo menos 3 anos; 4. trabalhar diretamente com o acervo USP; 5. trabalhar ou pesquisar em uma unidade USP; 6. trabalhar ou pesquisar com acervos em outra instituição cultural.

Valor: R$ 200
• A
té 04 vagas gratuitas, mediante análise de justificativa apresentada; • 50% de desconto para estudantes de pós-graduação e para servidores USP, mediante comprovação.

Informações: acadmp@usp.br
Será oferecido certificado aos participantes


O curso, com caráter introdutório, visa apresentar as principais ferramentas para planejar ações práticas de preservação sustentável e conservação preventiva. Os alunos serão motivados a aplicar as ferramentas e os instrumentos apresentados em suas atividades práticas, tendo como estudo de caso a instituição à qual estão filiados.

O conteúdo está estruturado na forma híbrida, em 10 aulas expositivas gravadas (on-line e assíncronas) e 7 sessões de discussões, com esclarecimento de dúvidas sobre as aulas e sobre o trabalho final a ser desenvolvido de forma remota (on-line e síncrona). Também será feita uma visita técnica presencial, e uma aula final, presencial.

 

Programação

Aulas 1 e 2: Ferramentas e instrumentos de gestão de riscos aplicadas ao patrimônio
Profa. Rosaria Ono

Aulas 3 e 4: Avaliação Pós-Ocupação (APO) e qualidade ambiental aplicadas ao patrimônio
Juliana Saft

Aulas 5 e 6: Sistemas de AVAC (Aquecimento, Ventilação e Ar-Condicionado) para acervos
Prof. Alberto Hernandez

Aulas 7 e 8: Instrumentos de Avaliação Pós-Ocupação (APO) aplicados ao patrimônio
Profa. Sheila Walbe Ornstein

Aulas 9 e 10: Conservação preventiva de coleções
Ina Hergert

Aula 11: Visita técnica presencial / Atividade prática

Aula 12: Atendimento remoto

Aula 13: Atendimento remoto

Aula 14: Apresentação do trabalho – parte 1 – híbrida

Aula 15: Apresentação do trabalho – parte 2 – híbrida com visita presencial ao final.

 

 

 


Curso: História da cartografia paulista


Datas: de 16/4 às 9/7, terças-feiras.
Horário: das 8h30 às 12h30.
Carga horária: 48h.
Inscrições: R$50, até 5/4, neste link.
Vagas: 300
Local das aulas: auditório do Museu do Ipiranga.
Ministrante: Jorge Pimentel Cintra.
Requisitos: graduados.
Será fornecido certificado aos participantes com 75% de presença no evento.
Mais informações, clique aqui.

 

O curso apresentará tópicos básicos da história da cartografia em São Paulo, com exercícios práticos de leitura de mapas do acervo do Museu Paulista.

As aulas serão entremeadas com uma visão de conjunto da evolução das técnicas cartográficas, principalmente no referente às medições de latitude e longitude, às projeções cartográficas e aos meridianos de origem.

Dentre as abordagens do curso, estarão a leitura de mapas, leitura paleográfica de topônimos, análise crítica do mapa como fonte documental e estudos transversais da cartografia com a ciência e a arte.

 

Programação

1. Apresentação do Curso. Objetivos e forma de trabalhar. A relação entre a história da cartografia brasileira e paulista. São Paulo nos primeiros mapas do Brasil. Técnica de leitura de mapas.
Exercício de leitura: Terra Brasilis (Pedro Reinel e Lopo Homem) e Luis Teixeira.

2. A cartografia da viagem de Martim Afonso de Sousa. A carta de Pero Lopes de Sousa e o mapa de Gaspar Viegas. Martim Afonso e Pedro Nunes.
Exercício de leitura: O Mapa de Gaspar Viegas e os mapas antigos das baías de Santos e Rio de Janeiro (família Albernaz / Teixeira).

3. A ocupação do território brasileiro e paulista. Símbolos de posse nos mapas e no território: as bandeiras e escudos, os marcos de posse. As cartas de doação e os forais das capitanias e o poder de criar vilas e distribuir sesmarias. Os respectivos documentos legais, pelourinhos e marcos.
Exercícios de leitura de cartas (trechos): doação a Martim Afonso, foral de vilas e cartas de sesmaria.

4. A formação e a representação do território paulista, das capitanias hereditárias ao Estado de São Paulo. As vicissitudes dos territórios de Martim Afonso e Pero Lopes de Sousa.
Exercício de leitura: a reconstituição do território das capitanias do sul e as modificações de fronteiras.

5. Taunay e os primeiros mapas do território paulista. A sala A10 do Museu Paulista. História e contexto da produção do mapa de Céspedes de Xeria e suas cópias.
Exercício de leitura do mapa de Céspedes de Xeria e da cópia do Museu Paulista.

6. Delisle e a reforma da cartografia mundial. Reflexos na política de D. João V e a reforma da cartografia no Brasil. Os padres matemáticos e seu trabalho. Os instrumentos dos cartógrafos na época.
Exercícios de leitura: o mapa de Delisle à luz das técnicas de medição de longitude.

7. Os mapas dos Padres matemáticos. História das tábuas de latitude e longitude. Método de construção de seus mapas.
Exercício de leitura: os mapas dos Padres Matemáticos no Acervo do Museu Paulista.

8. Os engenheiros de demarcação de fronteiras e seu trabalho cartográfico em São Paulo, em especial Francisco de Oliveira Barbosa, Bento Sanches D’Orta, João da Costa Ferreira e Antonio Rodrigues Matosinho.
Exercício de leitura: A Collectanea de Mappas de Cartographia Paulista Antiga: mapas escolhidos.

9. Outros mapas da Província de São Paulo: Wilhelm Ludwig von Eschwege (1817), Daniel Pedro Miller (1841), Jules Martin (1878) e Carlos Daniel Rath (1886).
Exercícios de análise da qualidade cartográfica de mapas históricos.

10. O mapa como documento histórico para a determinação do traçado de antigos caminhos. Riquezas e armadilhas. A importância de recorrer às fontes e contrastar com outros documentos. Os programas de Cartografia digital como ferramenta.
Exercício: O traçado dos antigos caminhos de São Paulo a Itu.

11. A Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo e o início da cartografia sistemática no Brasil. Seus propósitos e significado. As explorações de rios e a determinação das fronteiras do Estado.
Exercício: leitura e análise do mapeamento da CGG e de seus relatórios

12. O mapeamento da SARA Brasil. A recuperação de sua história: seu pioneirismo, dúvidas e incertezas. Sua qualidade técnica e informativa. Seu valor como documento histórico.
Exercício: leitura e análise do mapeamento da SARA e o local do chamado Grito do Ipiranga.

 

 

 


Disciplinas optativas

 

Vagas:  5 pessoas por disciplina
Público-alvo: graduandos que não estão matriculados na USP
Local: Sala de aula do Museu do Ipiranga
Inscrições esgotadas

Serão emitidos certificados de participação.

 

Escritas da História em Museus

A disciplina propõe refletir sobre a produção historiográfica em museus, compreendendo as instituições como laboratórios da história, segundo acepção de Ulpiano Bezerra de Meneses (1994).
Também visa identificar experiências específicas de produção historiográfica, analisando-as como práticas de curadoria, em museus como o Museu Histórico Nacional, o Museu Mariano Procópio e o Museu Paulista.
O escopo abrange as ações de preservação do patrimônio como parte do projeto de escrita da história de um museu, a exemplo da Inspetoria de Monumentos Nacionais; as disputas no campo do patrimônio e a criação de novos museus de história entre as décadas de 1930 e 1940 e a análise da história que se produz atualmente nos museus de história, procurando identificar desafios, interesses, continuidades e rupturas.

Ministrante: Profa. Aline Monteiro Magalhães
Período das aulas: 28/2 a 3/7
Ementa completa: clique aqui

 

Acervos e Curadoria em Museus de História

A partir das exposições em cartaz no Museu Paulista, pretende-se discutir os temas expostos, acervos mobilizados e os recursos multissensoriais disponíveis.
Por meio das visitas às salas expositivas e da leitura dos livros da Coleção Museu do Ipiranga 2022, serão abordados os problemas enfrentados pelos profissionais de museus em seus ofícios, como a política de aquisição de acervos, os métodos de documentação das coleções, as práticas de conservação das peças e as ações de difusão do conhecimento histórico gerado por meio de atividades de extensão, especialmente exposições, cursos, seminários e publicações.

Ministrante: Profa. Maria Aparecida de Menezes Borrego
Período das aulas: 1/3 a 5/7
Ementa completa: clique aqui

 

Imagens e Relatos: Viajantes e a Construção de Narrativas

Partindo-se da premissa da mudança de entendimento do mundo a partir da Ilustração (século 18) e do forte empenho em catalogar seres animados e inanimados, a disciplina se concentra em alguns dos relatos e imagens produzidos por artistas-cientistas-viajantes estrangeiros que percorreram parcela da província/estado de São Paulo ao longo do século 19.
Terá como contrapontos as representações produzidas por alguns membros locais e como os mesmos elementos são interpretados, como tais imagens e textos foram apropriados para uma determinada construção histórica, em especial por Afonso d’Escragnolle Taunay, quando diretor do Museu Paulista (1917-1945).

Ministrante: Profa. Ana Paula Nascimento
Período das aulas: 7/3 a 11/7
Ementa completa: clique aqui


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